sábado, 20 de junho de 2009

Ex-secretário do Meio Ambiente é contra instalação de usina nuclear

Ex-Secretário do Meio Ambiente, do estado de Sergipe, o Engenheiro Reynaldo Nunes de Morais, se posicionou contra a possivel instalação de uma usina nuclear em Sergipe. Nesta sexta-feira, o deputado federal Albano Franco, concedeu entrevista, afirmando ser a favor da instalação, inclusive esteve em Genebra participando de reunião, sobre a possível instalação em Sergipe, já que o nordeste poderá ter três usinas.

Diante das constantes noticias veiculadas pela imprensa, Reinaldo Nunes se posiciona contrário. Veja nota por ele divulgada, na manha deste sábado:

Energia, Sim! Nuclear, Não!


Diante das últimas notícias sobre a possibilidade de instalação de uma Usina Nuclear em Sergipe, venho manifestar minha opinião contrária. Como engenheiro civil, membro da Executiva Nacional do Partido Verde e Ex-Secretário de Estado do Meio Ambiente de Sergipe, lembro o artigo da Constituição Estadual de Sergipe (do qual fui um dos colaboradores) que diz :

Art. 232. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Estado, ao Município e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

§ 8º Ficam proibidos a construção de usinas nucleares e depósito de lixo atômico no território estadual, bem como o transporte de cargas radioativas, exceto quando destinadas a fins terapêuticos, técnicos e científicos, obedecidas as especificações de segurança em vigor.

Para gerar energia o governo brasileiro tem de investir em energias limpas (eólica, solar), a opção pela energia nuclear tem a oposição do movimento ambientalista e das pessoas preocupadas com seu alto custo e com o risco de acidentes nucleares”.

Engº Reynaldo Nunes de Morais

Membro da Executiva Nacional do PV

Ex-Secretário Estadual de Meio Ambiente

GOVERNO EMPRESTA AO FMI DINHEIRO QUE CORTA DAS ÁREAS SOCIAIS

(Coordenação da Auditoria Cidadã da Dívida)


O governo emprestará US$ 10 bilhões ao FMI, comprando parte dos US$ 500 bilhões em títulos desta instituição, que serão emitidos para permitir que o Fundo possa continuar emprestando e impondo aos países as suas políticas que se mostraram falidas pela crise global, como as privatizações e os cortes de gastos sociais. Portanto, ser credor do Fundo significa pegar os recursos que faltam às urgentes demandas sociais brasileiras para aplicar e fortalecer as políticas comprovadamente equivocadas do FMI. Por isso, ser credor do Fundo é a pior medida possível para enfrentar a crise. O Fundo estava à beira da falência antes da crise, e o Brasil está cumprindo o vergonhoso papel de ressuscitar esta Instituição.

Na realidade, o governo já havia anunciado que emprestaria ao FMI, mas não havia divulgado o montante desse empréstimo.

Esse anúncio de destinação de US$ 10 bilhões ao FMI chega a ser uma infâmia, justamente quando o Brasil se encontra em recessão técnica, configurada pela queda do PIB também no 1º. trimestre de 2009, com sérios cortes de gastos sociais, queda da arrecadação tributária, sérios problemas sociais nos municípios, agravados por enchentes e estiagens, estudantes protestando em vários estados por melhorias na Educação, a saúde pública em péssima qualidade, a Reforma Agrária impedida de andar por falta de recursos, aposentados com seus reajustes mínimos vetados,funcionários públicos com seus reajustes ameaçados, dentre muitos outros problemas.

Enquanto a população enfrenta todas as facetas da recessão, os gastos com a dívida continuam sendo a primeira prioridade: de janeiro até 7 de maio, a dívida pública consumiu nada menos que R$ 81,5 bilhões do orçamento federal, o que significa 5 vezes o que foi gasto com saúde, 10 vezes o que se gastou com educação, 8 vezes o que se gastou com Assistência Social, 35 vezes o que se gastou com agricultura, ou 168 vezes o que se gastou com Reforma Agrária.

Esta situação de “credor” do FMI também não nos livra das imposições do Fundo, cujo receituário já foi incorporado à agenda governamental, como a produção de superávit primário em detrimento das necessidades sociais; manutenção das altas taxas de juros apesar da recessão, cortes de gastos sociais, manutenção da liberdade decapitais apesar dos ataques especulativos que garantem os bilhões de lucros aos bancos, dentre outros privilégios ao setor financeiro. Apesar do FMI e dos seus novos financiadores – como o Brasil – afirmarem que a nova linha de empréstimos do Fundo não contém as conhecidas imposições de política econômica (como o superávit primário, por exemplo), tal linha somente pode ser concedida aos países que praticam tais políticas.

Em todas as votações no Congresso, a base do governo tem demonstrado sua subserviência ao endividamento público e às políticas do FMI: já se recusou a aumentar os recursos da saúde na regulamentação da Emenda Constitucional 29; se nega a aprovar os projetos que acabam com o fator previdenciário e recuperam o valor das aposentadorias; se recusa a derrubar o veto do Presidente Lula ao reajuste dos aposentados concedido pelo Congresso em 2006; não recompõe adequadamente os recursos perdidos na crise pelos estados e municípios; se recusa a parar de desviar por meio da DRU os recursos da Educação. Ao mesmo tempo, esta mesma base do governo aprova as Medidas Provisórias 435 e 450, que já desviaram nada menos que R$ 50 bilhões de recursos vinculados legalmente a áreas estratégicas para pagar a dívida pública.

É importante lembrar também que essa mesma base do governo no Congresso aprovou as reformas do FMI: Reforma da Previdência (que tirou direitos históricos dos aposentados), a Reforma Tributária (para manter a DRU e a CPMF, instrumentos utilizados para garantir o pagamento da dívida), a Lei de Falências (que deu prioridade aos credores financeiros e colocou os direitos dos trabalhadores das empresas falidas em segundo plano), e agora quer aprovar o nefasto projeto das Fundações Estatais, que significa a privatização da saúde e de vários outros serviços públicos fundamentais.

Ou seja: esses são importantes exemplos de que o Brasil vive uma séria crise da dívida e que permanece submisso ao FMI.

Ser agora “credor” do FMI significará, adicionalmente, prejuízo financeiro ao país, uma vez que os títulos do FMI (que renderão somente 0,46% ao ano) serão comprados pelo Banco Central com os dólares das reservas cambiais, que são adquiridos às custas de mais endividamento interno, que atualmente paga 9,25% ao ano.

A dívida pública continua sendo o centro dos problemas nacionais e uma das principais causas do desrespeito aos direitos humanos que presenciamos diariamente em nosso País, onde é negado o direito básico a saúde, educação de qualidade, aposentadoria digna, dentre tantos outros direitos sistemática e diariamente negados aos que mais necessitam.

Por tudo isso, repudiamos veementemente o empréstimo de 10 bilhões de dólares ao FMI.

Brasília, 12 de junho de 2009
Coordenação da Auditoria Cidadã da Dívida

www.divida-auditoriacidada.org.br

quarta-feira, 17 de junho de 2009

O flerte do PV com Marina Silva

Valor Econômico - SP
17/06/2009 - 14:01

O flerte do PV com Marina Silva
Marina Silva teria espaço garantido na classe média, onde o PV se vê, também, com base sólida. E poderia iniciar sua trajetória com 8% a 9% dos votos, reunidos pelo seu carisma e suavidade

Rosângela Bittar

Por sua biografia, prestígio internacional, coerência de ideias, coragem, Marina Silva poderia escolher qualquer partido, especialmente se estiver mais à esquerda, onde vem se situando antes mesmo dos primeiros passos eleitorais dados no Acre, para criar sua base de atuação. Contudo, não cogitou ainda de transferir-se do PT, o Partido dos Trabalhadores, onde ingressou depois de, primeiro, militar na CUT como líder seringalista do grupo do já lendário Chico Mendes, para qualquer outra agremiação

Isto não significa que as legendas não estejam cobiçando a líder ambientalista.. O Partido Verde (PV) saiu na frente, quer Marina para ser sua candidata a Presidente da República e está se adiantando porque, nas avaliações que fez, considera pífio o apoio que o PT dá a ela, às suas teses, a seu trabalho. O PT e, mais que ele, o governo Luiz Inácio Lula da Silva inteiro, do qual Marina foi a ministra do Meio Ambiente do primeir o mandato e do início do segundo.

O PV tem uma avaliação pior da relação da senadora com o PT e o governo do que ela própria. Olhando de fora, avalia o Partido Verde que ela não conseguiu espaço no PT, tem sido motivo de ironias por suas posições consideradas radicais, não tem interlocutor para estabelecer o diálogo, não é vista como símbolo, o ícone que realmente é.

A ex-ministra não parece descortinar cenário tão negativo nas suas relações com o partido. Objeções que fez à MP 458, da regularização fundiária, foram seguidas por quase todos os senadores petistas, com exceção de apenas um. Isto a acalenta e dá combustível partidário. Mas quem tem razão é o PV, é realmente pouco.

Na verdade, Marina Silva coleciona derrotas nas lutas que enfrenta pelo Meio Ambiente, tantas quantos são os prêmios nacionais e internacionais com que é agraciada mundo afora. Hoje mesmo está na Noruega para receber troféu e US $ 100 mil do prêmio "Sofia 2009", da Fundação Sophie, "por sua coragem, criatividade, habilidade de fazer alianças e sobretudo pelos resultados alcançados na luta pela preservação da Amazônia". Este é o quarto prêmio internacional que recebe depois que deixou o governo e voltou ao Senado, há um ano: do príncipe Philip da Inglaterra, ganhou a medalha Duque de Edimburgo, em reconhecimento a sua luta em defesa da Amazônia brasileira (o mais importante concedido pela WWF); recebeu, também, o "World Rainforest Award", concedido pela Rainforest Action Network (RAN) como reconhecimento por seu compromisso de proteger a floresta tropical; e o XIV Premio N'Aitun 2009, destinado a pessoas e instituições que se destacam na defesa do meio ambiente.

A senadora venceu outros dez prêmios internacionais, ganhou dezenas de prêmios e medalhas nacionais e já foi escolhida, pelo jornal britânico 'The Guardian', em 2007, uma das 50 pessoas em condições de ajudar a salvar o planeta. As derrotas, porém, têm igual calibre. Marina, em entrevista à revista 'Época', neste fim de semana, disse, sobre a ministra Dilma Rousseff, a mais poderosa integrante do governo e candidata à sucessão do presidente Lula, que a chefe da Casa Civil não tem uma visão de sustentabilidade ambiental igual à sua. "Ela ainda tem uma relação muito forte com a visão tradicional e antiga de desenvolvimento". A senadora criticou também o governo como um todo, sem isentar o Presidente Lula. Disse que a MP 458 foi a pior iniciativa do governo até hoje, praticamente atribuindo à medida a frustração de "30 anos de luta para evitar que a Amazônia virasse uma terra sem lei". Sobraram farpas também para o ministro das estratégias, Mangabeira Unger.

No governo, Marina perdeu o Plano Amazônia Sustentável para o ministro Mangabeira Unger (uma das gotas d'água para sua saída do Ministério, a outra foi Lula ter afrouxado o pacote ambiental qu e previa restrição de crédito rural e recadastramento fundiário nos 36 municípios campeões de desmatamento); foi voto único e vencido contra a retomada das obras de Angra 3; foi derrotada na liberação comercial dos transgênicos para o ex-ministro da agricultura, Roberto Rodrigues; assistiu à ministra Dilma Rousseff atropelar o licenciamento do rio Madeira.

Desde a volta ao Senado coleciona derrotas parlamentares: da MP 458, de regularização fundiária, à criação do Ministério da Pesca com a usurpação de poderes do Ibama sobre fiscalização e licenciamentos; da taxa de compensação ambiental sobre valor de obras, ao código florestal que pode, realmente, vir a ser uma das maiores derrotas dos ambientalistas para os ruralistas. A senadora concorda que a questão ambiental é períférica para governo, para empresas e vários setores da sociedade, mas suas ideias têm adesão no seu partido. A desproporção, porém, é evidente vista de fora.

O Partido Verde já teve com ela duas ou três conversas objetivas, bem inseridas no jogo da sedução, mas Marina não deu qualquer sinal de que é possível transferir-se, no momento, para uma agremiação que trate suas preocupações como o centro do mundo. O PV aponta, para Marina, uma candidatura ao que ela quiser, Senado, Câmara, Governo, mas o que gostaria mesmo o Partido Verde é tê-la como candidata a Presidente da República, ficando Fernando Gabeira como candidato a Senador, por este caminho, agregar votos para a estruturação do partido.

Já existe um blog dos partidários desta postulação que a ex-ministra atribui, modestamente, a "coisa de estudantes". Segundo análises preliminares, Marina teria uma votação maior do que a possível, hoje, para a ex-senadora Heloisa Helena, por exemplo, que está, inclusive, perdendo o eleitorado do funcionalismo púb lico, novamente reconciliado com Lula. Marina Silva teria espaço garantido na classe média, onde o PV se vê, também, com base sólida. E poderia iniciar sua trajetória com 8% a 9% dos votos, reunidos pelo seu carisma e suavidade, atributos que são seus mais do que de outros bem sucedidos candidatos.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

PARTIDO VERDE SE REÚNE PARA TRAÇAR METAS

Neste final de semana a executiva estadual do PV promoveu uma reunião aberta a militância do partido para discutir e designar tarefas aos seus correligionários sobre a atuação do partido em Sergipe para o segundo semestre de 2009 e para o ano de 2010, ano eleitoral em que o partido pretende alçar vôos altos com a candidatura do professor Anderson Góis ao governo do estado.

No encontro, dirigido pelo presidente da sigla, Carlos Pinna Junior, ficou definido o prazo até o final de agosto para que os 75 municípios sergipanos tenham representação do PV, hoje o partido está radicado em 44 cidades do interior mais a capital, Aracaju. Pinna Junior disse ainda da grande representatividade que o partido ganhou com a chegada do ex-candidato a prefeitura de Aracaju, Anderson Góis (ex-PCB), “Anderson é um companheiro, tem se colocado a disposição do partido para desempenhar qualquer tarefa que traga benefícios para nós, não condicionou a sua vinda a cargos ou qualquer outra coisa do tipo, disse sim, que se o partido tivesse um projeto para Sergipe ele gostaria de participar e buscar internamente um espaço para poder representar os ideais do PV, assim cremos que a vinda do Professor Anderson só dignifica o que temos feito aqui em nosso estado e nos mostra que estamos no caminho certo.

Para Reynaldo Moraes, secretário nacional de finanças do PV, esse é o momento para a consolidação da legenda em Sergipe, “somos o único partido que ainda hoje mantém uma ideologia moderna, o meio ambiente, temos um compromisso com a existência humana mantendo vivo o desejo em preservar a natureza. Mas claro que o nosso partido não se volta apenas para as questões ecológicas, somos mais que o tema ambiental, finalizou.

O músico Minho-San-Liver, novo secretário de comunicação do PV Sergipe disse da grande satisfação em acompanhar o professor Anderson Góis e o imenso prazer que é estar no PV, partido que segundo Minho é a luz para transformação social com base no reconhecimento da natureza como sustentáculo para a humanização do indivíduo e claro um braço forte para a concretização dos projetos para a cultura local.

O professor Anderson Góis falou sobre os projetos ambientais que devem ser discutidos pelo partido de forma interna, mas com certa pressa, para poder rapidamente chegar à sociedade, “Temos que mostrar para as pessoas que as questões ambientais não devem ser apenas modismos e sim uma construção diária para uma melhor condição de vida, o meio ambiente está em tudo, no saneamento básico das cidades, na qualidade da água que consumimos, no ar que respiramos, nas praias que nos banhamos e em outras coisas tantas”. Indagado se é candidato ao governo do estado o professor Anderson responde, “veja bem, não posso ser candidato, pois a eleição só acontece em 2010, há também o fato de que não impus a minha vinda para o partido com o compromisso de que eu fosse candidato a isso ou aquilo. Haverá uma convenção em junho do próximo ano e a militância partidária é quem decidirá o caminho a seguir, com ou sem candidatura majoritária e ainda se tiver que t er uma também será a militância que vai dizer quem será o candidato, além disso, tenho deixado claro que não possuo vocação para o legislativo e não estou em busca de nenhuma colocação profissional, não sou político de carreira. Quero com os meus companheiros fortalecer o PV, ajudar no que for preciso para reformular a sua atuação em Sergipe e faze-lo acompanhar o crescimento nacional, não é momento para se falar em eleição, é o momento para nós do PV expandir-mos os nossos ideais atraindo cidadãos que sintam que podem ajudar a modificar o nosso cenário social”.

Fonte: www.faxaju.com.br

domingo, 14 de junho de 2009

Princípios

Os doze valores fundamentais do Partido Verde


A Ecologia
A preservação do meio ambiente, o ecodesenvolvimento (ou desenvolvimento sustentável), a reciclagem e a recuperação ambiental permanente.

--------------------------------------------------------------------------------
A Cidadania
O respeito aos direitos humanos, o pluralismo, a transparência, o pleno acesso à informação e a mobilização pela transformação pacífica da sociedade.

--------------------------------------------------------------------------------
A Democracia
O exercício da democracia representativa, através do processo eleitoral e da existência de um poder público eficiente e profissionalizado, combinado com mecanismos participativos e de democracia direta, sobretudo em âmbito local, através de formas de organização da sociedade civil e conselhos paritários com o poder público.

--------------------------------------------------------------------------------
A Justiça Social
Condições mínimas de sobrevivência com dignidade para todas as pessoas. Direitos e oportunidades iguais para todos. O poder público como regulador do mercado protegendo os mais fracos e necessitados, garantindo o acesso a terra e promovendo a redistribuição da renda através de mecanismos tributários e investimento público.

--------------------------------------------------------------------------------
A Liberdade
A liberdade de expressão política, criação artística, expressão cultural e informação; o direito à privacidade; o livre arbítrio em relação ao próprio corpo; a autonomia e a iniciativa privada, no âmbito econômico.

--------------------------------------------------------------------------------
O Poder Local
O fortalecimento cada vez maior do poder local, das competências municipais e das formas de organização e participação da comunidade. Para transformar globalmente é preciso agir localmente.

--------------------------------------------------------------------------------
A Espiritualidade
A transformação interior das pessoas para a melhoria do planeta. Reconhecimento da pluralidade de caminhos na busca da transcendência através de práticas espirituais e de meditação ao livre arbítrio de cada um.

--------------------------------------------------------------------------------
O Pacifismo
O desarmamento planetário e local, a busca da paz e o compromisso com a não violência e a defesa da vida.

--------------------------------------------------------------------------------
O Multiculturalismo
A diversidade, a troca e a integração cultural, étnica e social para uma sociedade democrática e existencialmente rica. Preservação do Patrimônio Cultural. Contra todas as formas de preconceito e discriminação racial, cultural, etária ou de orientação sexual.

--------------------------------------------------------------------------------
O Internacionalismo
A solidariedade planetária e a fraternidade internacionalista diante das tendências destrutivas do chauvinismo, etnocentrismo, xenofobia, integrismo religioso, racismo e do neofascismo a serem enfrentados em escala planetária, assim como as agressões ambientais de efeito global.

--------------------------------------------------------------------------------
A Cidadania Feminina
A questão masculino/feminino deve ser entendida de forma democrática, avançando no sentido de se conceber uma profunda interação entre os dois pólos, nos diversos setores da sociedade, visando a uma real adequação às necessidades circunstanciais. Homem e mulher devem buscar, como integrantes do sistema social, mudanças e transformações internas que venham a se traduzir numa prática de caráter fundamentalmente cooperativo. Maior poder, maior participação e maior afirmação da mulher e dos valores e sensibilidade feminina, além do combate a todas as formas de discriminação machista ou sexista, por uma comunidade mais harmônica e pacífica.

--------------------------------------------------------------------------------
O Saber
O investimento no conhecimento como única forma de sair da indigência, do subdesenvolvimento e da marginalização para uma sociedade mais informada e preparada para o novo século. Erradicação do analfabetismo, educação permanente e a reciclagem de conhecimentos durante toda a vida. Prioridade ao ensino básico, garantia de escola pública, gratuita e de qualidade para todos.

Fonte: www.pv.org.br

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Anderson Góis filia-se ao PV


Ele demonstra intenção de ser candidato a governador do Estado em 2010 e recebe apoio partidário


Já era bastante esperada a filiação do professor Anderson Góis, ex- PCB (Partido Comunista Brasileiro), no Partido Verde e isso ocorreu no último final de semana, durante a realização do Encontro Estadual da legenda, na Câmara de Vereadores de Aracaju. O objetivo do evento era traçar planos e diretrizes partidárias para as eleições de 2010. A sessão especial foi comandada pelo presidente estadual do partido, o ex-vereador de São Cristóvão, Carlos Pinna Júnior, e contou com a presença de 60 representantes dos diretórios do partido pelo Estado.

A grande novidade foi realmente o ingresso do ex-candidato ao prefeito de Aracaju, Anderson Góis, no PV, que já assume o comando do Diretório Municipal da capital do PV. Para ele, o evento sobretudo promoveu o debate acerca do caminho do partido político para as próximas etapas eleitorais no Estado. Apesar de ser algo a ser ainda definido internamente pelo partido, o professor ainda adiantou que tem interesse em concorrer ao cargo de governador do Estado nas eleições de 2010 pela nova legenda.

"Ingresso no PV porque já tenho um histórico de preservação e valorização ambiental e sigo as diretrizes partidárias. Além disso, a filiação demonstra a minha vontade de seguir a vida pública em Sergipe e, para isso, estaremos buscando e discutindo as melhores alternativas para a melhoria da vida do povo sergipano", enfatiza.

O partido que atualmente possui cerca de 8 a 10 mil filiados em todo o Estado, começou na reunião a montar uma estratégia para sair com possíveis candidatos para concorrer o pleito, tanto na esfera estadual como na esfera federal. Segundo o presidente Estadual do partido Carlos Pina Júnior, "essa reunião está apresentando o companheiro professor Anderson Góis, que inclusive se filiou ao nosso partido e estamos construindo uma proposta nova para o partido para o ano de 2010, com a possível indicação dele, para sair como candidato", relata o presidente.

De acordo com um dos membros do diretório municipal de São Cristóvão, Israel Costa, também ex-vereador por aquela cidade, "o PV no momento não tem nenhuma representatividade no cenário político com deputados e vereadores, e é isso que estamos planejando como alcançar esse patamar. A representatividade atualmente só é no cenário nacional", acrescenta o ex-vereador.

Fonte: Universo Político

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Projeto 1 milhão de cisternas ganha prêmio



Programa que construiu 290 mil tanques para captar água no NE e em Minas é um dos três vencedores brasileiros do Prêmio Seed 2009.

Hoje, 290 mil famílias nordestinas e mineiras se preocupam muito menos do que antes com um problema bem conhecido no semi-árido brasileiro — a falta de água. Elas foram contempladas pelo programa “1 Milhão de Cisternas”, que já beneficiou cerca de 1,5 milhão de pessoas nos estados Maranhão, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Bahia e Minas Gerais. O trabalho é financiado em sua maior parte pelo governo federal, mas a iniciativa privada e órgãos como o PNUD já contribuíram com a ação. Agora o programa recebe mais um incentivo para continuar: ele foi um dos 20 ganhadores da edição 2009 do Prêmio Seed (http://www.seedinit.org/), promovido pelo PNUD, pelo PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) e pela IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza, na sigla em inglês). A iniciativa reconhece e premia em dinheiro projetos no mundo todo.

A cisterna é uma espécie de tanque para o qual converge um cano que captura a água da chuva no telhado da casa. Construídos pelas pessoas da própria comunidade atendida, estes tanques têm capacidade para armazenar até 16 mil litros de água. Segundo José Aldo dos Santos, membro da ASA Brasil (Articulação no Semi-Árido Brasileiro — fórum que reúne diversas entidades atuantes na região e responsável pela implementação do programa - http://www.asabrasil.org.br/), a quantidade é suficiente para atender as necessidades (para beber e cozinhar) de uma família de seis a sete pessoas durante oito meses, tempo em que o Nordeste costuma ficar sem chuva durante as secas.

“Antes da chegada das cisternas, essas pessoas consumiam uma água salobra, vinda de barreiros e açudes, e que gerava uma saúde debilitada, com vermes e diarréia nas crianças”, conta Santos. Além do problema de saúde, a falta de água provocava dependência política: quem não tinha acesso acabava dependente de pessoas com condições financeiras para levá-la à região. “É o poder do mais rico. Essas pessoas muitas vezes condicionam o acesso à água às eleições. As famílias, então, ou não têm acesso a água de qualidade, ou têm acesso a uma água que gera apropriação”, explica.

A situação ainda está longe de ser resolvida. A meta do programa é levar 1 milhão de cisternas para o semi-árido. A ASA Brasil trabalha com uma expectativa de construir de 80 a 90 mil cisternas por ano e, até julho de 2010, espera levar mais 100 mil destes tanques à região, chegando a 390 mil.

Além da melhoria na saúde e da independência, “é fundamental que a família [que recebe a cisterna] seja uma família cidadã. Só o reservatório não dá autonomia política”, defende Santos. Quem é beneficiado pelo programa participa de reuniões comunitárias sobre o custo de gerenciamento dos recursos hídricos, e de encontros de discussão sobre a vida no semi-árido. “A família tem clareza sobre a conquista de seus direitos”, resume. E compara: “Se o trabalho fosse feito por uma empreiteira, por exemplo, o resultado pode ser mais rápido, mas não será de formação social.”

Outros projetos

O 1 Milhão de Cisternas não foi o único brasileiro a ganhar o Prêmio Seed 2009. Os projetos Piabas do Rio Negro (que promove a pesca sustentável de peixes ornamentais - http://home.ufam.edu.br/~piaba/livro.htm) e O Uso Sustentável de Sementes Amazônicas (de geração de renda a partir da produção de óleos feitos com sementes amazônicas) também foram premiados.

Em 2008, um dos escolhidos foi um projeto de Pintadas (município baiano) que usa energia solar na irrigação da agricultura local. Outro projeto brasileiro escolhido (vencedor em 2007) foi o Bagagem, que apoia a criação de destinos turísticos alternativos e leva o turista a conhecer projetos sociais realizados nas regiões visitadas.

Fonte: Portal Envolverde