quinta-feira, 30 de julho de 2009

PV reúne-se com Marina Silva e discute caminhos inovadores para a política brasileira

Nesta quarta (29/7), a senadora Marina Silva recebeu, junto com seus mais próximos auxiliares e amigos, uma delegação de dirigentes do Partido Verde, integrada por José Luiz Penna, presidente nacional, Alfredo Sirkis, presidente no Rio, Sérgio Xavier, presidente em Pernambuco e Marco Antônio Mroz, presidente da Fundação Verde Hebert Daniel. Todos integrantes da executiva nacional do PV. A reunião durou cerca de quatro horas com uma análise aprofundada da situação do país e das suas perspectivas de futuro. Os verdes apresentaram visões estratégicas para renovar as práticas políticas no Brasil e manifestaram à senadora o desejo de que ela venha a ser candidata à presidência, em 2010. Já estava previamente acertado que essa reunião seria apenas a primeira de uma série de discussões e não teria caráter decisório, até porque não se tratava de discutir simplesmente uma candidatura mas um processo político e histórico.

"Queremos dar um salto qualitativo na política brasileira, fortalecendo a dimensão ética, inovando referências programáticas e implantando práticas transparentes, horizontalizadas, em sintonia com a era das redes sociais", disse Sérgio Xavier. "O eixo concreto do projeto deve ser a conversão do modelo econômico atual para um novo modelo inclusivo e sustentável, com geração de ecoempregos, que o PV está construindo com o programa Brasil Sustentável", completa Xavier.

Veja síntese em: http://www.pv.org.br/brasilsustentavel/

Para Alfredo Sirkis, evidenciou-se uma grande identidade de visões entre os dois grupos. "Há consenso de que houve um esgotamento do modelo fragmentado da social-democracia desenvolvimentista associada às velhas elites políticas brasileiras que tanto o PSDB quanto o PT encarnaram, cada qual ao seu tempo, para obter governabilidade. Esgota-se esse ciclo histórico. Cumpriu a promessa de trazer algumas melhorias sociais à população brasileira, controlando a inflação, compensando a miséria absoluta e distribuindo um pouco da renda, mas fracassou na criação de um novo marco institucional e ético, um novo modelo de nação. Não soube enfrentar a questão do desenvolvimento sustentável nem o desafio socio-ambiental".

"Num quadro que apresenta uma polarização envelhecida entre José Serra e Dilma Rousseff há uma forte demanda por algo novo, diferente. Há um consenso que os verdes devem buscar criar uma alternativa política, não para antagonizar uma ou outra vertente da social-democracia, mas para, no futuro, permitir sua unificação num bloco histórico que possa prescindir do atraso para governar com estabilidade e incorporar a sustentabilidade ecológica-econômica e social como nossa perspectiva de futuro e promover a participação brasileira no desafio planetário frente à questão do Clima", destacou Sirkis.

Essa identidade constatada entre os verdes e Marina poderá ou não expressar-se, futuramente, numa candidatura da senadora à presidência da república pelo PV, mas já é um fato que irá se refletir num processo programático conjunto. O PV prevê realizar, em novembro, seu Congresso para a elaboração de um novo programa partidário e de um programa de governo. Marina e sua equipe deverão participar ativamente desse processo. Por outro lado, em setembro, haverá, também, com a presença de Marina, grandes manifestações nas cidades brasileiras em defesa do Clima e como preparação para a participação brasileira na Conferência de Copenhagen.

"Nesse momento o que posso dizer é que aposto no processo e numa construção programática em conjunto com os verdes. Quanto ao resto, o futuro dirá" foi o que disse Marina à saída da reunião.

"Penso hoje que demos um passo importante, iniciamos uma caminhada conjunta para contruírmos algo de novo que transcende o PV enquanto partido. Independentemente da questão presidencial, que segue em aberto, estamos juntos" observou Alfredo Sirkis.

Fonte: www.pv.org.br

terça-feira, 28 de julho de 2009

PV se reúne com lideranças do interior do estado


O PV está construindo e consolidando o projeto de voltar a disputar um mandato majoritário em Sergipe, hoje o partido conta com dois nomes para compor a chapa majoritária, O Professor Anderson Gois, candidato revelação a prefeitura de Aracaju em 2008 e o Eng. e ex-secretário de Meio Ambiente do estado Reynaldo Nunes.

O Partido Verde vem se reunindo todas as segundas feiras para, ao contrário do que fazem por aí, solidificar a base, a militância partidária, com palestras sobre gestão pública e os vários setores que envolvem a administração estadual, como também as estratégias para o pleito 2010, dentre elas a interiorização do projeto, já que Anderson e Reynaldo já possuem uma marca em Aracaju. O modelo de expansão para o interior passa pelos encontros dos diretórios municipais e conversas com as lideranças partidárias do PV no interior: Em Simão Dias, Boquim, Tomar do Geru, Lagarto, Laranjeiras, Malhada dos Bois, Carira, Brejo Grande, Graccho Cardoso, Rosário do Catete, Pirambu, Japaratuba, Carmópolis, Maruim, São Cristovão, Nossa Senhora do Socorro, Porto da Folha, Nossa Senhora da Glória, Pinhão, Neópolis e Propriá a semente já está lançada. Nós do PV acreditamos que não é o momento certo para se expor tanto com pré-candidaturas, quem lê aos veículos de comunicação e ouve aos programas matutinos no rádio acha que já estamos em período eleitoral, sendo que ainda faltam 15 meses para o pleito 2010 disse Anderson Góis.

Caminharemos por buscar um fortalecimento interno para depois desta consolidação chegarmos as ruas com mais consistência, com mais empenho e qualificação da militância. Não queremos um projeto inseguro e que levante a possibilidade de ser um balão de ensaio. Ainda temos um outro ponto importante, não queremos estar nem com João, nem com Albano e nem com Déda, queremos antes um projeto alternativo e real para a população de Sergipe. Pregar um projeto alternativo é pregar contra quem está no poder e quem já esteve no poder, é realmente pregar algo novo. Nada pessoal contra nenhum deles, reconheço alguma coisa de bom em todos, mas pensamos diferente e temos objetivos diferentes: óleo e água, é o que somos. Estamos inclusive nos preparando até para sair sozinhos caso não encontremos parceiros para este nosso projeto. Quero também lembrar que o PV deliberou em 08 de julho em sua reunião nacional da executiva que terá candidatura própria a presidência da república, então nenhum político de outras legendas pode ficar fazendo conta da nossa agremiação dando palanque para Serra ou Dilma, o nosso palanque será para o PV e o nosso projeto nacional. Quero lembrar que o PV já trabalha com duas pré-candidaturas majoritárias: ao governo com o Professor Anderson Góis e ao senado com o Eng. Reynaldo Nunes, a outra vaga para o senado e de vice ficarão abertas para possíveis composições com outros partidos concluiu o Professor Anderson Góis.

Anderson Góis ainda agradeceu a lembrança do PV pelo Deputado Federal José Carlos Machado para compor o bloco do DEM, mas lembra ao distinto parlamentar que os projetos do seu partido passam contrários aos do partido verde.

Sobre setores da imprensa que negligenciam o projeto do PV de candidatura ao governo e ao senado Anderson lembra que o importante é chegar até o povo, até o cidadão e não entrar em pendengas com outros candidatos, não agora por ser muito cedo e desgastar demais.

Fonte: Faxaju

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Anderson Góis quer lançar novo livro de poemas ainda este ano

Professor de Literatura em escolas de nível médio, candidato a prefeito de Aracaju em 2008 e pré-candidato ao Governo de Sergipe em 2010, o professor Anderson Góis, PV, é também poeta, autor de ‘Espaços’, livro publicado em 1998, portanto há 11 anos.

E para quebrar o jejum antes que o seu primeiro livro faça 12 anos, ele está se preparando para lançar ainda este ano o segundo. Vai chamar-se ‘O Uivo do Horizonte’. Para o novo livro ele selecionou 44 poemas, mas tem a intenção de derrubar quatro e fechar a obra com 40.

Anderson Góis tem 30 anos e se lembra de que escreveu seu primeiro poema aos 14 anos, quando estudava no Colégio Castelo Branco.

Fonte: Cinform

sexta-feira, 24 de julho de 2009

A UNE FOMOS NÓS, NOSSA FORÇA, NOSSA VOZ!

(Ivan Pinheiro*)

O congresso da UNE na semana passada começou e acabou no mesmo dia. Após a palavra do primeiro orador, não havia mais o que discutir.

Logo na abertura, acompanhado de sua candidata à sucessão, o Presidente da República - que havia mandado o Estado pagar a conta do evento - deu o tom e a linha política, defendendo um programa de seu governo (PROUNI) que deveria ser objeto de um grande debate num congresso de estudantes, já que repassa verbas públicas para o ensino privado, os “tubarões do ensino”, no antigo jargão da UNE.

Mas como criticar o programa, se o Ministério da Educação entrou com 600 mil reais, na “vaquinha” estatal para organizar o congresso, cuja prestação de contas, como a das famosas carteirinhas, ninguém verá. A UNE, que já foi uma escola de política, se transformou numa escola de políticos, no pior sentido da palavra.

O importante para os organizadores do “congresso”, na verdade, foi o ato público de louvação a Lula e apoio à sua candidata em 2010. O resto é a matemática de contar os crachás de delegados levados pela máquina e eleger quem vai exercer a presidência da entidade, meio caminho andado para a Câmara dos Deputados.

Não faltou também uma passeata sobre o tema do petróleo. Não com o discurso combativo dos anos cinqüenta do século passado, em que a UNE foi um dos baluartes da campanha “O PETRÓLEO É NOSSO”. A manifestação chapa branca foi contra a CPI da Petrobrás e não pela reestatização da empresa, como lutam unitariamente as forças progressistas, em torno da atual campanha O PETRÓLEO TEM QUE SER NOSSO.

Também, pudera. A maioria da direção da UNE é do mesmo partido que dirige a ANP, a agência que opera a privatização e a entrega do nosso petróleo às multinacionais.

Mas a juventude brasileira não pode entregar os pontos. Não pode desistir de resgatar a independência e a tradição de luta da UNE, rendendo-se aos que a aparelham e envergonham a sua história. Também não se trata de criar uma UNE paralela, um outro aparelho partidário, outra forma de se render à maioria eventual que hoje desvia a entidade de seus objetivos.

A juventude brasileira que ainda se rebela contra a injustiça e a iniqüidade precisa construir um amplo MOVIMENTO PELA RECONSTRUÇÃO DA UNE que, a partir das escolas e dos Centros Acadêmicos, tome nas mãos as rédeas do movimento estudantil e saia às ruas de todas as cidades brasileiras, voltando a gritar bem alto o mais histórico refrão da entidade:

A UNE SOMOS NÓS, NOSSA FORÇA, NOSSA VOZ!

* Ivan Pinheiro é Secretário Geral do PCB

terça-feira, 21 de julho de 2009

Anderson Gois profere palestra sobre 'sustentabilidade'

Todas as segundas feiras as 18h acontece a reunião semanal do Partido Verde Sergipe em sua sede regional localizada na esquina da Av. Pedro Calazans com rua Itaporanga no centro da cidade de Aracaju.

Ontem o professor Anderson Gois proferiu palestra para a militância do PV sobre os doze princípios básicos do partido e sobre questões de sustentabilidade. O projeto do PV para 2010 é lançar candidaturas próprias para governador e senador com o professor Anderson Gois e o eng. Reynaldo Nunes respectivamente. Dentro deste projeto há a capacitação da militância partidária, tanto para os que serão candidatos a deputado como para os membros e simpatizantes que querem estar inteirado sobre temas que agreguem valores sobre as questões públicas.

domingo, 19 de julho de 2009

Relatório reúne 20 soluções para a questão climática

Fornos super eficientes, células cerâmicas de combustível, programas comportamentais e outras idéias foram apresentadas na Inglaterra e mostram que pequenas iniciativas inovadoras podem colaborar no combate ao aquecimento global.


Manchester, cidade que foi um dos berços da revolução industrial e da era do carvão, reuniu no início de julho pessoas com algumas das idéias mais brilhantes, e surpreendentes, para o solucionar o problema climático.

Entre elas, vinte se destacaram, e agora integram o Manchester Report 2009 (http://www.guardian.co.uk/environment/manchester-report), uma iniciativa do jornal britânico The Guardian em parceria com o Festival Internacional de Manchester. O documento será distribuído para políticos que estão envolvidos na criação do acordo climático pós-Quioto, o qual se espera que seja finalizado na Conferência do Clima em dezembro, em Copenhague.

Entre as idéias mais promissoras estão aquelas que provocam reduções de emissões de indivíduos, através de mudanças de comportamento ou do uso de tecnologias domésticas que aumentam a eficiência do consumo energético diário.

O inglês Peter Scott, por exemplo, sugere a produção de "Fornos Super Eficientes" para reduzir em até três toneladas anuais as emissões de dióxido de carbono (CO2) de residências. O projeto proposto por ele em Manchester utiliza menos lenha e reduz as emissões em até 50%. Um modelo simples do fogão custaria apenas £ 4, cerca de R$ 14.

Outro projeto que chamou atenção foram as “Células Cerâmicas de Combustível”, do empreendedor Mike Mason que, apesar de serem do tamanho de pratos, são capazes de produzir energia suficiente para abastecer uma casa de forma muito mais eficiente que uma grande usina energética. O produto, que a principio poderia ser vendido por pouco mais de £ 3 mil (R$ 10 mil), utiliza uma tecnologia chamada de ‘solid-oxide’, e é abastecido com gás natural, etanol ou vários outros combustíveis ‘verdes’. De acordo com Mason, sua idéia evitaria que 2,8 toneladas de CO2 fossem emitidas por cada família anualmente.

Já para a psicoterapeuta Rosemary Randall, a saída estaria em alterar o comportamento dos indivíduos através de sessões de diálogos. Ela desenvolveu o que chamou de "Conversas de Carbono", que depois de seis etapas, seriam suficientes para modificar hábitos consumistas e estilos de vida das pessoas. A terapia já teria sido altamente efetiva num grupo de 360 voluntários. Segundo Rosemary, elas imediatamente cortaram em uma tonelada anual suas emissões, e ainda fizeram planos para reduzir em mais 50% nos anos seguintes.

Quase ficção científica

Algumas idéias são de grandes proporções e empregam a geoengenharia, projetos para alterar características naturais do planeta com o objetivo de reduzir as temperaturas globais.

O professor Stephen Salter, da Universidade de Edimburgo, apresentou o plano de aumentar a quantidade e a brancura das nuvens sobre os oceanos utilizando uma esquadra de barcos manipulados por controle remoto e que lançariam uma fina camada de vapor de água do mar na atmosfera. O efeito seria o de refletir parte dos raios de sol de volta para o espaço, o que tornaria a Terra menos quente. Apesar de parece algo irreal, vale lembrar que Salter foi um dos pioneiros a imaginar um sistema de energia utilizando ondas dos oceanos, isso ainda nos anos 70.

Outra idéia apresentada é despejar milhões e milhões de toneladas de óxido de cálcio nos oceanos para potencializar a sua função como sumidouro de CO2. O consultor Tim Kruger afirma que com essa medida a acidez dos mares seria minimizada e isso aumentaria a capacidade de absorção de CO2. Atualmente, os oceanos absorvem um terço das emissões mundiais. O problema desse projeto seria o custo da produção do óxido de cálcio e o quanto dele seria necessário para realmente fazer diferença no clima.

Os organizadores do evento reconheceram que muitas das idéias são inviáveis, pelo menos nos próximos anos, mas não há dúvidas que no decorrer da história da humanidade foi nossa criatividade e inventividade que nos fizeram avançar e superar os mais diversos obstáculos. Podem ser novamente elas que irão nos livrar de um dos maiores desafios que já enfrentamos: as mudanças climáticas.

Fonte: Carbono Brasil

Torre metereológica será construída para compreender o papel da Amazônia nas mudanças climáticas

Instituições de pesquisa do Brasil e da Alemanha construirão em 2010 torre de monitoramento meteorológico de 300 metros de altura em plena Floresta Amazônica. Objetivo é compreender papel do bioma nas mudanças climáticas, aprimorando os modelos.

Para monitorar de forma contínua as condições meteorológicas e as trocas gasosas entre atmosfera e floresta, uma parceria entre instituições de pesquisa do Brasil e da Alemanha construirá, em 2010, uma torre de monitoramento de 300 metros de altura em plena Floresta Amazônica, a cerca de 150 quilômetros de Manaus.

De acordo com Antonio Ocimar Manzi, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), o projeto tem o objetivo de gerar estimativas mais precisas sobre o papel do ecossistema amazônico no contexto de mudanças climáticas globais.

Manzi apresentou o projeto Torre Alta de Observação da Amazônia (ATTO, na sigla em inglês) na quinta-feira (16/7), durante a 61ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Manaus. Será a segunda maior torre meteorológica no mundo, após uma na Sibéria.

O projeto, que integra o Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA), é coordenado pelo Inpa e pelo Instituto Max Planck de Química, da Alemanha. Ao custo estimado de 8,4 milhões de euros, a torre será importante para aprimorar modelos climáticos, diminuindo incertezas. Os custos serão divididos igualmente pelos governos dos dois países.

O local da construção do novo sítio experimental já foi definido: a Reserva Biológica do Uatumã, na região da hidrelétrica de Balbina. Segundo Manzi, a torre possibilitará pela primeira vez a medição contínua de condições meteorológicas, incluindo temperatura, umidade e vento, além de fluxos de gás carbônico, vapor de água e energia entre a atmosfera e a superfície.

“A torre também dará a possibilidade de fazer medidas finas de vários constituintes atmosféricos que muitas vezes são produzidos pela vegetação. Poderemos ver como eles são transportados e como reagem na atmosfera, especialmente no balanço de carbono. O grande estoque de carbono da Amazônia faz dela uma região importante no contexto do clima e das mudanças climáticas globais”, disse Manzi à Agência FAPESP.

No sítio experimental, além da torre principal de 300 metros haverá outras quatro torres meteorológicas de cerca de 70 metros cada uma, voltadas para a medição de fluxos menores.

“Teremos ali também perfiladores atmosféricos remotos, radares meteorológicos e outros equipamentos, além de laboratórios e prédios auxiliares. O sítio experimental será uma grande estação de referência mundial para florestas tropicais úmidas de todo o planeta”, disse.

Segundo Manzi, serão monitoradas as concentrações de dióxido de carbono, metano e outros gases atmosféricos. No sítio serão feitas também análises das composições isotópicas dos gases, que deverão contribuir para o entendimento das suas fontes e sumidouros.

“Hoje, esse tipo de dados é gerado principalmente com balões, que medem poucas variáveis, ou com aviões, que apesar de obterem dados com boa variação espacial, são muito limitados para estudar as variações ao longo do tempo”, explicou.

Toda essa estrutura permitirá modelar de maneira mais realista o funcionamento dos ecossistemas do ponto de vista das trocas de energia e dos ciclos de nutrientes. “Além disso, poderemos conhecer melhor todos os processos de transporte na baixa atmosfera, na camada limite e também os de transformação de nuvens em chuva”, afirmou.

Ligação entre métodos

Manzi indica que, de acordo com o planejamento, o sítio experimental já estará operando no fim de 2010. Os próximos passos para a concretização da estação de monitoramento serão o detalhamento do projeto de pesquisa e a inspeção do solo no local selecionado. Em seguida, a construção poderá começar.

A torre ficará localizada em uma área de terra firme na floresta, tipo de ambiente mais recorrente na variada paisagem amazônica. A escolha do local teve como base uma série de estudos. O acesso é feito em três etapas.

“Partindo de Manaus, fazemos uma parte do percurso com carros com tração nas quatro rodas. Depois de um trecho de barco é preciso percorrer uma trilha de cerca de 10 quilômetros na mata. Teremos um pequeno trator para transportar os equipamentos mais pesados, além de quadriciclos. Estamos estudando levar parte dos equipamentos mais pesados com helicópteros”, disse Manzi.

O novo sítio experimental completará a rede de observação utilizada pelo LBA. Segundo o pesquisador do Inpa, apesar de haver uma boa quantidade de dados obtidos, a falta de um equipamento capaz de fazer medições de forma contínua, com um raio de observação de centenas de quilômetros, impede que se faça a ligação entre as informações sobre trocas gasosas obtidas por meio de balões e o monitoramento via satélite, por exemplo.

“A torre permitirá fazer a ligação entre os diferentes métodos e escalas de medições das trocas gasosas – feitos por torres, satélites, aviões e balões. Por isso, os dados obtidos ajudarão na avaliação dos modelos”, afirmou.

Participam do projeto, além do Inpa e do Instituto Max Planck, o Ministério da Ciência e Tecnologia, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, a Universidade de São Paulo, a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado do Amazonas, a Universidade do Estado do Amazonas e a Cooperação Técnica da Alemanha.

Fonte: Agência Fapesp

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Um avanço em renováveis

O potencial de países como o Brasil para a geração de energia por meio de fazendas eólica é gigantesco e o custo (financeiro e ambiental) bem menor do que o de fontes sujas como a nuclear.


São Paulo — Relatório sobre incentivos ao desenvolvimento de energias renováveis apresenta melhorias em relação à legislação atual.
Ultimamente, tanta notícia ruim transborda do Congresso Nacional que quando aparece uma boa, ninguém presta a menor atenção. É o caso do relatório de autoria do deputado Fernando Ferro (PT-PE) sobre o projeto de lei 630, de 2003, que trata dos incentivos ao desenvolvimento de fontes de energias renováveis. Ele saiu na quarta-feira e, para o país, passou em brancas nuvens. Poucos o viram e menos gente ainda o leu, o que é uma pena porque ele tem vários pontos positivos para a implementação de um parque gerador com base em energias renováveis no país.

Ferro apresentou o relatório com um substitutivo que consolida outros 18 projetos de lei sobre o mesmo assunto que também tramitam na Câmara do Deputados. O texto traz pontos que não apenas incentivarão o desenvolvimento de energias renováveis, como também inéditos em relação à legislação vigente e ao Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas). Alguns saíram da proposta do deputado Edson Duarte (PV-BA), escrita com a colaboração do Greenpeace e que versa sobre a comercialização de energias renováveis, a conexão delas à rede e o estabelecimento de contratos de longo prazo entre os geradores e as distribuidoras de energia.

Também acabaram contemplados no texto final de Ferro os projetos do deputado Paulo Teixeira (PT-SP) – que propõe a criação de programas para a geração de energia renovável em sistemas isolados – e do deputado Guilherme Campos (DEM-SP) – que institui a renúncia fiscal para a importação de equipamentos para a geração a partir de fontes renováveis. Os principais pontos do relatório referem-se ao direito de distribuir energia gerada por turbinas de vento, biomassa ou placas solares à rede ou em comunidades isoladas. O texto garante aos geradores o direito de vender sua energia às concessionárias por meio de contratos de longo prazo, o que dá um mínimo de segurança aos investimentos em usinas de geração renovável.

O substitutivo de Ferro prevê a realização de leilões anuais de pelo menos 600 MW médios das fontes eólica, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas. Estes leilões podem dar uma visão de longo prazo ao mercado, o que não é mau, mas para criar confiança entre os investidores, é necessário que seu preço de referência assegure a viabilização econômica de usinas geração renovável e que a quantidade de energia negociada tenha um volume capaz de estimular o mercado. A questão do acerto do preço pago pela energia e do montante negociado nos leilões são pontos importantíssimos para o sucesso da lei e que serão sugeridos pelo Greenpeace ao deputado na forma de emendas. O período para sugestões começa após o recesso parlamentar, no dia 3 de agosto.

A redução de impostos sobre equipamentos e lucros de empresas que operam com tecnologias renováveis é igualmente fundamental para a consolidação desse tipo de geração. Sem o incentivo do Estado, as fontes renováveis dificilmente conseguirão ganhar escala suficiente para virar um mercado independente. É assim que os investimentos em geração alternativa vêm sendo feitos nos Estados Unidos, Europa, China e Índia. O texto de Ferro propõe também a redução de 20% na tarifa de eletricidade de quem usa coletores solares para o aquecimento de água, encorajando a população a também fazer parte desse mercado de energias limpas.

Mas além disso, o incentivo ao uso de painéis solares em residência embute de quebra um estímulo à eficiência energética, porque dá a população mais uma razão, financeira, para abandonar o uso do chuveiro elétrico, de longe os maiores responsáveis pelo consumo residencial de eletricidade no país. Ferro também propõe a criação de um fundo para a pesquisa e desenvolvimento de energias renováveis. Fundos como este são importantes para a capacitação tecnológica e técnica do país, sem as quais seria impossível o desenvolvimento interno de pesquisas e equipamentos.

Na avaliação do Greenpeace, o texto de Ferro é um avanço em relação à atual legislação sobre energias renováveis, que tem reconhecidamente enorme potencial no Brasil. Sua proposta também restringe a participação de termelétricas fósseis nos leilões de energia. Pelo que quer Ferro, a energia gerada por essas usinas só poderá ser comercializada caso haja comprovadamente a ameaça de um apagão. O substitutivo apresentado pelo deputado pernambucano ainda pode melhorar, principalmente se, após o período de apresentação de emendas, nele forem incluídas cláusulas que garantam que o preço e o volume de energia renovável ofertados nos leilões de grande porte sejam suficientes para o desenvolvimento desse novo mercado de geração.

Fonte: Greenpeace

sexta-feira, 10 de julho de 2009

PV terá candidatura própria em 2010


O Partido Verde nacional decidiu não apoiar a candidatura à presidência da ministra Dilma Rousseff (PT) nem de José Serra (PSBD) no primeiro turno das Eleições 2010 e lançar uma chapa própria. Em Sergipe não será diferente, Anderson Gois se prepara para se lançar candidato ao governo de Sergipe. “O caminho viável é lançar uma candidatura própria com apoio de partidos que lutam pelo povo sergipano com nosso mesmo propósito. Estou me colocando à disposição para esta disputa da democracia. Até outubro vamos definir as alianças das coligações. O momento é de fortalecimento do grupo. Defendemos o meio ambiente e temos muitos projetos para melhorar a qualidade de vida do sergipano”, garante.

“A decisão é lançar uma candidatura verde que expresse claramente nossa visão programática que não são contempladas por nenhuma das duas alas da social-democracia desenvolvimentista que se alternam no governo do Brasil, cada uma delas aliadas, a seu tempo, com setores atrasados da política e da sociedade brasileiras”, explica Anderson Gois.

Em 2008, Anderson Gois disputou a prefeitura de Aracaju e obteve 5,46% dos votos válidos. “Foi um resultado muito bom para a estrutura que o partido pode oferecer. Com o PV vamos ter mais possibilidades de levar nossas propostas para os sergipanos”, comemora.

Sempre conectado com o mundo virtual, Gois aproveita as ferramentas para divulgar seu trabalho. “É uma forma de levar para o maior número de pessoas meu trabalho e as propostas do PV. Meu Blog é atualizado com freqüência. Agora estou também no Twitter, é um meio de comunicação fantástico e imediato, proporcionando que a informação chegue com muita velocidade. É a oportunidade que encontro para interagir com meus alunos e pessoas que acompanham meu trabalho. A internet possibilita a resposta imediata dos jovens e interatividade”, explica o professor Anderson que também tem perfil e comunidade no Orkut.

Fonte: emsergipe.com

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O Partido Verde terá candidatura própria à presidência, em 2010.

Candidatura própria, relançamento da campanha Brasil no Clima, em setembro, congresso programático, em novembro, e ênfase nas campanhas a deputado federal para constituir uma forte bancada verde.

Em uma reunião concorrida e animada a Executiva Nacional do PV tomou, no dia 8/7, em Brasília, por consenso, diversas decisões importantes que deverão nortear a atuação nacional do PV nos próximos dois anos.

01 - Candidatura própria à presidência
O PV não apoiará nem o governador José Serra(PSDB) nem a ministra Dilma Rouseff (PT) no primeiro turno das eleições de 2010. A decisão é lançar uma candidatura verde que expresse claramente nossa visão programática que não são contempladas por nenhuma das duas alas da social-democracia desenvolvimentista que se alternam no governo do Brasil, cada uma delas aliadas, a seu tempo, com setores atrasados da política e da sociedade brasileiras.

Há vários nomes disponíveis e essa questão deverá ser equacionada até final de agosto. Há, nesse momento, uma clara e consensual preferência pela ex-ministra e senadora Marina Silva, caso ela se disponha ao desafio.

02 - Mobilização pelo clima
O movimento Brasil no Clima deverá se remobilizar para manifestações em todas as cidades ondee exista o PV. As primeiras duas serão de carater nacional, no Rio e em São Paulo, em setembro. O objeito é pressionar o governo brasileiro com vistas à Conferência do Clima de Copenhagen, entre os dias 7 e 21 de dezembro.

03 - Congresso programático, em novembro
O PV vai realizar um congresso programático, em novembro, com o objetivo não só de atualizar o programa partidário como elaborar um programa de governo para a candidatura verde à presidência.

04 - Ampliar a bancada no futuro Congresso
O PV vai realizar um grande esforço para ampliar qualitativa e quantitativamente sua bancada na câmara de deputados e no Senado com o objetivo de barrar definitivamente a ofensiva dos ruralistas e outras forças do atrazo e obrigar o futuro governo a uma política de sustentabilidade que leve em conta o programa mínimo dos verdes.

Fonte: Verdepress-RJ

domingo, 5 de julho de 2009

"O PV será opção de governo em Sergipe”

Caderno A / Política / Jornal da Cidade

Entrevista - ANDERSON GÓIS
Publicada: 05/07/2009

Texto: Eugênio Nascimento

Presente em 56 municípios de Sergipe, o PV quer ser uma opção de poder e disputar o governo do Estado tendo como candidato Anderson Góis, ex-militante do PCB. Ele diz que o que o impulsiona para a disputa é ver a situação de desgoverno hoje vigente. O Partido Verde não foi procurado ainda pelo DEM para a formação de uma grande frente contra o governo Marcelo Déda.
“Após outubro abriremos o partido para discussões externas com outras agremiações políticas.

Mas, se houver o contato, e os Democratas e qualquer outro partido quiserem defender o projeto do Partido Verde de lançar candidatura própria ao governo, nós receberemos esse grupo, sentaremos e discutiremos as condições para uma possível aliança”, diz.

A seguir os principais trechos da entrevista:

JORNAL DA CIDADE - O senhor pretende mesmo ser candidato a governador de Sergipe? O que o induziu a essa posição? O PV tem chance de vitória? Por quê?
ANDERSON GÓIS - Já me coloquei à disposição do meu partido para a disputa eleitoral em 2010, estou construindo um programa de gestão governamental sustentável para entregar à militância do PV. Há pessoas que me incentivam para a disputa eleitoral legislativa, mas não tenho interesse. Eu sei que pela expressiva votação recebida em 2008 para prefeito de Aracaju, eu seria um candidato forte para a Assembleia Legislativa, mas o meu projeto é executivo, eu quero governar para o meu povo, e, se a militância verde em Sergipe entender o meu projeto e decidir por lançar candidatura própria, estarei pronto para a batalha. O meu grande impulsionamento para pleitear ser candidato ao governo do Estado é ver a atual situação de desgoverno em que se encontra Sergipe, como cidadão apaixonado por este Estado, pelo lugar do meu nascimento eu não posso aceitar de braços cruzados o desmando e a falta de compromisso do atual grupo que está no poder. Vamos arregaçar as mangas e proporcionar uma candidatura viável para dissipar as chagas que atormentam o funcionamento de Sergipe.

w JC - O DEM deseja contatar com o PV para discutir a formação de um chapão para enfrentar o PT e seus aliados. O PV entrará no bloco do antigo PFL? Que exigência fará para que isso ocorra?
AG - Em momento algum discutimos qualquer tipo de aliança. Não há contato algum com o Democratas sobre eleições. O nosso projeto até outubro, quando se encerra o prazo para filiações com vistas ao pleito de 2010, é o fortalecimento do PV com nomes para a disputa legislativa para a Assembleia e para a Câmara Federal. Após outubro abriremos para discussões externas com outras agremiações políticas. Mas, se houver o contato e os Democratas e qualquer outro partido quiserem defender o projeto do Partido Verde de lançar candidatura própria ao governo, nós receberemos esse grupo, sentaremos e discutiremos as condições para uma possível aliança.

w JC - Quais outros partidos serão aliados naturais do PV em Sergipe em 2010? Por que essas opções?
AG - Não há vetos a nenhum segmento político, contanto que venha somar ao nosso projeto, que estejam alinhados com o programa que for estabelecido pelo Partido Verde. O PV é um partido de trânsito livre, em 2008 esteve aliado aos democratas em Natal, ao Psol em Porto Alegre e ao PSDB e PPS no Rio de Janeiro. E depois o que vale é o projeto majoritário, que no caso será o do PV. Qualquer pessoa ou partido que entenda que o nosso programa venha a ser o melhor para tirar Sergipe da lama que se encontra com esta gestão desastrosa é um potencial aliado. Agora eu entendo que seria um alinhamento com partidos que não tenham os vícios do poder. No entanto, creio que não haverá muito espaço para coligações, uma vez que Déda deve manter a sua base com cerca de 14 partidos, há um outro postulante que diz ter mais 10 partidos e mais aqueles que estarão alinhados com João Alves Filho. O nosso caminho deve ser sair sozinho ou uma pequena aliança com pequenos partidos.

w JC - Quem mais comporá a chapa majoritária do PV? Vocês têm opção para o Senado, Câmara Federal, Assembleia Legislativa?
AG - Como disse antes, vamos estruturar a nossa chapa para estadual e federal e consolidar o nosso projeto. Queremos eleger dois ou três deputados estaduais e um deputado federal. Claro que para obter êxito no pleito é preciso ampliar, fazer alianças que proporcionem mais volume de campanha, mais tempo de televisão, para isso existe a vaga de vice, e duas vagas para senador. No momento certo vamos começar o processo para a criação de uma frente progressista e democrática em nome de um Sergipe melhor e mais bem administrado. Mas, para nós do PV, não nos importa a quantidade de partidos que estejam conosco, importa o comprometimento e a disposição para alavancar um grande projeto que tenha como base o bem estar social.

w JC - O PV está organizado em quantos e quais municípios de Sergipe? Quantos são os filiados? Há espaço para crescimento? Em quais municípios?
AG - O nosso partido está presente em 56 municípios e estamos crescendo muito, muito mesmo. O ritmo é alucinante até setembro. Estamos programando fóruns permanentes para discussão de ideias relacionadas à gestão pública, vamos copiar uma grande ideia do PV-SP que é o ‘Cine PV’ com a exibição de filmes sobre questões ambientais e sociais. Hoje o Partido Verde se fortalece como uma grande força política no Brasil e no mundo, basta ver o resultado dos verdes no parlamento europeu, a inserção do PV em Portugal e na Alemanha. Quem quiser crescer politicamente e com qualidade, o lugar certo é no Partido Verde, um dos poucos partidos que ainda mantém uma linha ideológica.

w JC - Por que o PV sergipano não assume com mais fervor a bandeira de defesa do meio ambiente? Há uma série de problemas neste segmento em Sergipe e até mesmo as ONGs que dizem defender a natureza não falam sobre o assunto.
AG - A militância partidária tem tido sim uma boa atuação em defesa do meio ambiente, no entanto, o tema não interessa muito à imprensa que não faz uma ampla divulgação e nós também não temos o parlamento estadual para ter o som de nossas vozes ecoados por todo o território sergipano. Mas há seminários para os jovens sobre sustentabilidade, eventos sobre impacto ambiental, levantamos a bandeira contra a transposição do rio São Francisco, nos posicionamos contra a instalação de uma usina nuclear em Sergipe, já discutimos a questão do aterro sanitário, do assoreamento dos rios sergipanos, da maior atenção que deve ser dada à presença da Mata Atlântica em nosso Estado, cobramos atenção ao Macaco Guigó para evitar a sua extinção. Temos um bom posicionamento ambiental em Sergipe sim. Quanto às ONGs, não podemos nos manifestar, pois cabe aos conselhos administrativos de cada uma delas as suas ações.

w JC - Quais os principais problemas de Sergipe hoje e que soluções o PV tem para eles?
AG - Sergipe passa por uma grave crise na educação, na segurança pública, na saúde, na assistência social, na geração de emprego e renda, na agricultura. As propostas do PV para melhorar Sergipe estão sendo discutidas internamente e no momento oportuno, permitido pela lei eleitoral, traremos a público, mas qualquer cidadão que queira conhecer o modo verde de gestão é só se filiar ao PV, participar de nossas reuniões e tomar conhecimento dos programas que estamos construindo para, caso o Partido Verde lance candidatura própria, apresentar à população sergipana.